Alvo
Jesus é Espírito e não está nem um pouco interessado no que nós temos, mas no que somos. Isso é muito intrigante. Se nossos bens fossem algo de muito valor, Jesus já teria resolvido o problema financeiro do mundo. O que Jesus procura no meio de nós são almas, e não matéria. Então, não é em vão o nosso sofrimento, mas, se não aprendermos a sermos obedientes, agora é a hora de sabermos quem nos justificará. Porque Deus sabe que existem apenas alguns entre nosso meio que estão fazendo o dever de casa. A alma não morre. Não existe nenhuma possibilidade do fim para quem busca a força do Cristo, tendo sempre em vista, em segundo plano, a matéria em favor do espírito. Quanto mais conseguirmos superar, desbastando, arriando e, sem piedade, inserindo, por bruta caridade, o cabresto para controlar a selvageria da fera abrupta, mais conseguiremos conter aquilo que titubeia, numa irrisória e incondescendente alegoria insana, em continuar disfarçando a rebelde natureza. Impelindo, a rigor, esta carcaça oprobriosa, ressequida primazia dos restos mortais, não devemos nos abster dessa conformada e triste calamidade. Glamouroso ESPÍRITO DE LUZ, que permeia a escuridão transcendental da aurora que antecede a morte. Viva os amantes da triunfante sabedoria que contém o elixir da saborosa vitória sobre os enamorados que almejam embriagar-se da apaixonada fecundidade eterna. Disparada da aljava, já não tem mais serventia: concentração, preparo e prontidão para ser arremessada no céu. Assim somos nós nas mãos do arqueiro: flechas. Nunca e jamais contornamos ou pegamos atalhos em outros caminhos. Seguimos até, de fato, experimentarmos e desgastarmos todas as possibilidades, possíveis e impossíveis, previsíveis e imprevisíveis, da fé. No caso, seguimos a prudência do Santo Evangelho, anunciado como cautela e escudo contra as acusações do inimigo, porque ele irá fazer de tudo para nos colocar contra Jesus. Somente o Espírito Santo controla as batidas do nosso coração, sob as medidas da harmonia e dos afetos com os quais distribuímos. As rusgas e os enfrentamentos, acompanhados pelo ranger dos ossos ressequidos, nos causam mais desamor nos gestos e em nossas palavras rudes e inférteis. Ao imputar a dor, Deus não quer uma resposta rápida dá ciência para cura imediata do sofrimento. O ser humano precisa de passar pelo processo. Não encontrando rapidamente alternativas para acabar com o problema que iremos solucioná-los. Sendo o único meio que Deus trabalha é na demora. A espera do tempo é que consegue alcançar resultados das respostas não imediatas. Enfim, ELE é o único que incrivelmente toma sobre si todas nossas dores e misérias sem dizer murmurar ou reclamar absolutamente nada. Embolizar sonhos, significa não amputar com a morte vital daquele que, ora, é mais aproveitado para Glória, que infiltra e perfura o núcleo da membrana do espectro centro Celestial.
Juliana Amorim Alves
Enviado por Juliana Amorim Alves em 14/09/2026