Geração ímpia
Se o ser humano já está com tantos tipos de transtornos, aí vêm cobranças, responsabilidades, uma travessia complexa demais neste mundo em que estamos vivendo, sem sermos frustrados? Ora, tá na hora de revermos os fatos antes que seja tarde demais. O rebuliço do relógio está cada dia mais abreviado, e não temos visto que o sofrimento tenha mudado a forma de viver dos seres humanos. Está ficando cada vez pior, se intensificando, minguando nossas forças. Queremos sustentar, posicionando acerca dos nossos conflitos, uma falta de consideração que está estrangulando, com indiferença mútua, uma falsa crença insuportável de que o nosso Deus é maior ou melhor do que o do outro. Uma arrogância típica chega ao limite, e a diplomacia está cada vez mais cega. Há momentos em que Deus irá permitir a frequência dos nossos argumentos sobressair, e haverá momentos em que não conseguiremos enxergar nada e seremos contrariados para nosso próprio bem, diminuindo nossa autossuficiência. Qualquer tipo de manifestação, tamanho o susto do pesadelo surreal do medo com a qual temos enfrentado, sem expectativas em sustentar o futuro inadequado de um tempo inoportuno. Recolhendo olhares estratégicos de um atraso peculiar, sem tentar não fazer julgamentos, já somos extraviados de aspectos não permitidos desta condição inerente de um diálogo forjado, ainda acreditando que nossa linguagem possa se fazer entender diretamente. Ainda estamos distantes e insuficientes para corresponder à introspecção em filosofar esquemas de elaborar com exatidão, através de palavras, os sentimentos. Quem conduz nossas “decisões” nunca deve ser pautado pelos sentimentos nem pela lógica, mas pelo Espírito Santo e, em certos casos, devemos “a critério da Lei Divina”: a alma sobrepujar suas paixões e desejos. Somente assim, não nos enganemos, sempre sacrificando essa ideia de sentimentalismo maus e insensíveis, não como pessoas cruéis. Sem deixar confundir, mas separando o que é do outro, aquele sentimento de vitimismo que o outro não consegue assimilar não se torne também, dentro das circunstâncias, uma negligência desfavorecendo o outro por sua tibieza e falta de compromisso com a fé, revogando sua maior missão de uma escolha definitiva, repercutindo, infelizmente, até nos dias de hoje, vidas sob uma falsa impressão de que o que governa o mundo está nas mãos da maior parte dos jargões despreparados, por rejeitar o sofrimento. Deferida por injusta causa, violados sem consentimento prioritário de Deus. Autora: Juliana Amorim Alves.
Juliana Amorim Alves
Enviado por Juliana Amorim Alves em 03/09/2026