Encontrarás fé sobre a face da Terra?
Vislumbrando olhares estratégicos de meu interior, descobri um espelho místico dos Vossos Santos Olhos a me observar. Quanta esmero de Vossa Majestosa parte! Quando rezava, deitada, assentada, nas atividades diárias, nem percebia o quanto estava sendo cortejada por um Deus Supremo e imensamente Poderoso. Esquecia minha natureza humana e, quando ficava nervosa ou com raiva, murmurava e reclamava, mas não adiantava, por não ter como esconder do Senhor. Eu tentava esquecer um pouco, às vezes, porque, como pecadora, é impossível ser perfeita, e me deixava exausta esse tipo de exigência comigo mesma. Mas só que, quando relaxava, tentava dormir ou esquecer um pouco que não podemos fazer julgamentos, assustada, voltava a cobrar com mais força e insistência o exercício de continuar a resistir com paciência à tentação de lembrar novamente de que estava sendo avaliada. Eu queria esquecer e fugir de mim mesma; não tinha como nos separar. Não sabia como deveria ser minha próxima oração quando não via mais o chão e sabia que, por forças humanas, não conseguiria chegar até o fim sem pecar. Mesmo recorrendo a todo instante às orações e vigiando a conduta, passando por livramentos da alma. Porque somos fracos e inconstantes, erramos com frequência. Então, me pergunto: até quando iremos ser Templos do Espírito Santo? Que distância ainda estamos de tal semelhança? Ainda não entendi o porquê somos batizados se não temos essa consciência apurada; não é tão simples ganhar o céu. Quanto mais vivemos, mais aumentam os riscos, e, se dissermos, também fica parecendo que não queremos mais viver, e o medo paralisa diante de tantas oportunidades. “O justo viverá pela fé”; a vida qualquer um pode ter e viver do jeito que quiser, mas, pela fé, o inferno é o ponto de partida. Aqui entra às exigências, e não é qualquer um de nós que aceita o desafio de vivermos um paradoxo cercado de todos os lados pra gente tropeçar; parece cada uma para desestabilizar nossa capacidade de crer. Aí está a afronta indiscutível da luta mais disputada que já existiu! Os nossos olhos não nos pertencem; nosso corpo, nem as roupas que usamos, também não são nossas, e vivemos como se fossemos donos da nossa própria vontade. Para robustecer a fé, o homem domar a si mesmo, não negando o Espírito Santo que vive em nós, estando de fato no único e verdadeiro caminho que nos leva a Deus.
Juliana Amorim Alves
Enviado por Juliana Amorim Alves em 20/08/2026