Árvore da vida
Supera a si mesmo quem está disposto a florescer. Mesmo com os demônios tentando roubar as sementes!
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Existe um Deus
Em cada momento que passa, está cada vez mais difícil capturar beleza, não porque deixou de existir, mas o peso da atmosfera, ou seja, o clima, está cada vez mais contaminado por uma camada grossa de tristeza. A espessura volumosa ofusca a percepção mais nítida e pura dos nossos sentidos. Nem sempre a depressão, desânimo, medo, está nos rodeando por acaso. Não vivemos como antes, estamos no espetáculo, mas nossos corações estão inseguros; saímos para passear, mas algo diz que alguma coisa está errada. Não conseguimos dormir direito, nem descansar ao ponto de dizer que estamos tranquilos. Não. A bailarina, no alto do equilíbrio, sabe da insegurança do próximo passo, e o pintor também abusa das cores para disfarçar o brilho dos dias sombrios, densos e pesados pelos acontecimentos do luto que cobre a dor da perda dos nossos entes queridos. Para continuar, ninguém comenta tantas calamidades, tudo continua, não podemos parar. Uma marcha lenta move em direção às incertezas do amanhã; quem de nós podemos pagar os prejuízos do agora? Uma tensão geral toma conta quando a ambulância do SAMU entra em ação, e isso já está ficando normal em nosso meio; o coração aperta quando ela passa. Acidentes nas rodovias estão em alta, os carros parecem que perderam o controle. Alguma coisa está paralisando, as pessoas somem, se perdem e não se lembram de quem são. Queremos viver, mas algo está impedindo de continuarmos, seguir o fluxo natural da vida. Parece que ninguém quer enxergar. Parece não, ninguém quer. Até quando iremos perceber que insistimos em continuar vivendo do jeito que queremos?
Juliana Amorim Alves
Enviado por Juliana Amorim Alves em 03/06/2026
Alterado em 04/06/2026
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