Martírio branco
Morrer cada vez mais, sem garantia de receber lucro, é loucura. Quase ninguém está precavido, até mesmo porque, se morrer fosse a solução da conversão da humanidade, todos nós já teríamos alcançado um nível mais autêntico e elevado de santificação. Como o mundo está se tornando um lugar intolerável, deixo para o outro o dever e a obrigação de protelar. A Bíblia foi escrita do início ao fim advertindo sobre nossos pecados, vários exemplos de pessoas que Jesus perdoou e foram curados, e depois ninguém mais relata sobre o fim dessas pessoas tão importantes que contribuíram para edificar a nossa fé. Então, se caso fizermos ao contrário e começarmos a pedir a Jesus que paremos de pecar, isso teria lógica? Por um lado, seria justo se fosse por arrependimento, mas isso não vem ao caso aqui, não caberia, por se tratar de um processo que devemos suportar por merecermos. Toda história é baseada em torno do pecado, e suas consequências são avassaladoras. Não que o pecado seja bom, mas, até agora, o vilão do contexto histórico da humanidade é baseado pela busca incessante por uma estabilidade moral. Isso existe? Sim. O problema é que não conseguimos acostumar nossos corpos sem a corrupção. Parar de pecar é essencial, mas, mais urgente e exigente ainda, é não voltar mais a pecar, porém, mais cedo ou mais tarde, iremos ao encontro da morte. O que não queremos aceitar é desapegar, o quanto antes, da matéria, ou seja, educar nosso corpo físico, cortando tudo o que podemos alcançar antes que cheguemos à sepultura. E não teremos outra escolha! Já que chegamos até aqui, estamos verdadeiramente disciplinando nossas almas?! Não. Porque, a partir do momento que isso começa a acontecer, surge muita contaminação espiritual e faz com que os ataques se intensifiquem, e a ameaça contribui para que o desânimo nos paralise, permitindo que forças infernais operem para que tudo continue do mesmo jeito. Não nos conformemos, amados irmãos. A preparação é ininterrupta, ou achamos que iremos descansar e ficar dormindo um sono tranquilo e reparador, sem incômodo algum? Lembrando que não somos matéria, nós somos almas e deixaremos este corpo. Preparemos, enquanto é tempo. A hora da disputa pelas nossas almas é inevitável.
Juliana Amorim Alves
Enviado por Juliana Amorim Alves em 09/05/2026
Alterado em 09/05/2026