Árvore da vida
Supera a si mesmo quem está disposto a florescer. Mesmo com os demônios tentando roubar as sementes!
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Dor comedida
Nem mesmo em dias terríveis é o fim. A triste notícia é dizer que tudo não acabou. A tristeza toma conta por não conseguir enxergar que o ruim também supera. O chato é saber que temos que passar pelos desafios. Não adianta desviar, nem sabotar o que temos que atravessar; sinto dizer: dói, machuca, sofre, gasta tempo. Desaforos, mortes, tragédias incontáveis, sem saber, às vezes, a causa e o motivo de tantas controvérsias. O que ninguém relata, e nem consegue, por motivos opressores: uma forte transição nos abate. Nós não temos acesso a uma consciência em estado constante de alerta, por uma mente tranquila e inalterada quando em estado de choque e ameaçada. Um desgaste inconsolável que a maioria não aceita e não aguenta suportar. É um desaforo irreparável que quase ninguém aceita. E o abuso da paciência: não temos escolha; o que incomoda é a luta constante. Sabemos que o tipo de enfermidade que trazemos não tem escolha, oculta ou manifesta condiz muito com os nossos relacionamentos. Então, se, por acaso, temos algum tipo de deficiência física, mental, espiritual, ou nossos familiares são vítimas e trazemos conosco um sinal hereditário que culmina nos parentescos, tentando amenizar o jugo humilhante, cabendo, assim, tal referência através de critérios meramente humanos. De onde vem nossa dor? Dor crônica: ela já virou corrente, algemas. Então, enfim: quando começamos a conviver com nossa dor, ela é infinita! Às vezes, quem sabe, nunca, ou apenas servirá como um meio de não nos fazermos curar, até que seja, de fato, nossa única fonte purificadora.
Juliana Amorim Alves
Enviado por Juliana Amorim Alves em 05/05/2026
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